Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 07/10/2019

Segundo o sociólogo Émile Durkheim a família é vista como uma parte essencial para a estrutura social. Contudo, no momento atual a adoção se mostra assunto negligenciado no Brasil, constatando-se uma situação preocupante, o que se deve ao excesso de burocracia e o preconceito existente na sociedade.

Nesse contexto, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) regulamenta a adoção porque a sua prioridade são as necessidades e os interesses dos jovens. No entanto, a burocratização dos processos adotivos é um obstáculo, pelo fato da demora para a finalização do mesmo, o que se torna uma violência simbólica, sendo nocivo tanto para aqueles que aguardam na fila pelo direito de ter mais um integrante na família como para a criança.

Paralelamente a essa dimensão jurídica, existem pais que desejam escolher o padrão de criança a ser adotado e essa busca pelo biótipo ideal acaba reforçando preconceitos, criando um sistema em que apesar do número de pais candidatos ao apadrinhamento ser maior do que a quantidade de pessoas a serem adotadas, a consequência são infantes que permanecem em orfanatos e abrigos. Nisso, como disse o físico Albert Einstein, “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.

Portanto, medidas são necessárias para que os jovens tenham fácil acesso ao direito de serem integrantes de uma família, como o Governo Estadual aumentar o número de profissionais que trabalham com as burocracias do apadrinhamento, com o objetivo de agilizar o processo. Bem como a Secretaria dos Direitos Humanos oferecer palestras durante um mês para os pais que estam na fila para a adotar, a fim de reduzir os preconceitos e mostrar os benefícios gerados através da atitude que vão tomar.