Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 01/09/2019
No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho. Assim como no poema do poeta Carlos Drumond, existe um empasse quando se trata em processo de adoção no Brasil. Entretanto, este meio não deve ser visto, hodiernamente, apenas como um sistema de adoção, mas também como uma preocupação relacionada a vidas humanas em questão, e isso apresenta razões inadmissíveis.
Em primeira análise, de acordo com Durkein, a sociedade é um organismo vivo, e quando uma ligação entre os segmentos do “organismo biológico” não é efetuado, afeta todo o aprimoramento social. À vista disso, nota-se que tal ligação está sendo rompida, ao investigar uma pesquisa feita pelo Jornal Nacional, demonstra que 80% dos “pais” entrevistados desistem da adoção devido ao lento processo na justiça, que dura de dois a três anos, ou ao fato da idade avançada. Em síntese, tais processos acabam distanciando ainda mais as crianças envolvidas de seus direitos propostos pela constituição promulgada em 1988.
Em segunda análise, o bem estar do individuo que passa por um processo para ser adotado deve ser tratado com bastante cautela. No que tange a essa problemática, a criança ou adolescente cria expectativas em relação aos novo lar e sua nova família. Com efeito, é preciso observar o seriado “Arnold, minha família é uma loucura”, argumentos para compreensão desta perspectiva, visto que na série ele e seu irmão são adotados pelo patrão de sua mãe, já falecida, recebendo amor e cuidados de seu novo pai. Em verdade, ao tratar de um assunto tão delicado como este, espera-se, que assim como na série o indivíduo adotado seja protegido, tenha carinho, cuidado e amor.
E necessário, portanto, que diante dos aspectos conflitantes relativos aos empasses sobre a adoção no Brasil, urge a intervenção dos atores sociais nacionais. Para tanto, o Governo de forma enérgica e cautelosa, por meio de propaganda nas mídias, estimulando o pensamento crítico da sociedade em relação as suas preferências na hora da adoção e com um maior cuidado e fiscalização para diminuir o tempo de espera em tais processos, a exemplo de um maior número de profissionais adequados como assistentes sociais, psicólogos e advogados para facilitar e diminuir o tempo de espera, a fim de dissipar esta problemática. Por fim, os próprios indivíduos envolvidos devem ser mais altruístas.