Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 02/09/2019
No século XVIII, ocorreu o primeiro programa de assistencialismo brasileiro a criança, chamado de Roda dos Expostos, onde os filhos eram deixados em cilindros de madeira, expostos nas casas de misericórdia, para serem cuidados e, com sorte, adotados. Analogamente ao fato supracitado, o Brasil enfrenta fatores burocráticos e de compatibilidade, que comprometem o processo de adoção.
Os entraves, para uma família acolher uma criança, convergem mais para o lado de uma assistência deficitária de funcionários e estrutural, do que na parte do período de experiência entre pais e filhos. Dessa maneira, segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), o número de habilitados para adoção é quase seis vezes menor que a quantidade de casais interessados, levando em conta que o índice é ruim para as crianças, mas tente a evitar a rejeição de ambas as partes e até maus tratos, pois não é só o adotado e o adotante que devem estar satisfeitos, mas o juiz também.
Não obstante, famílias também colocam barreiras no processo, sejam de cunho étnico, do tipo de sexo e principalmente etário, com favorecimento para menores de 3 anos. Por conseguinte, o escritor britânico Oscar Wilde fala que, “a melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes, sendo assim, não importa a cor, a idade e nem os problemas sociais que o jovem carrega, mas o que o pai e a mãe vão esta dispostos a fazer para conceber dignidade ao novo membro do seu lar.
Os impasses na adoção, portanto, ainda permeiam as mesmas necessidades legais, estruturais e familiares. Em contrapartida, o governo deve retirar parte do dinheiro apreendido de facções criminosas, e investir em um aumento de quadro de funcionários e estrutural, propiciando celeridade ao processo, considerando que as tramitações legais são necessárias e demandam tempo e paciência, sendo pouco mutáveis. Ademais, o ministro da família, em consonância com Organizações Não Governamentais (ONGS), devem expor, nas redes sociais, que não se deve distinguir por raça e idade, crianças que só precisam de amor, convergindo, assim, para a felicidade aludida por Wilde.