Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 01/09/2019

Resistor social

O filme “De repente uma família”, ilustra um jovem casal determinado em adotar uma criança. Nesse contexto, tais conjugues se apaixonam por uma adolescente, a qual possui dois irmãos; contudo, isso não foi encarado como uma problemática, de modo que os três juntos ganharam um novo lar. Todavia, infelizmente, no atual panorama da sociedade brasileira hordiena, é evidente diversas dificuldades no processo adotivo. Dessa forma, é necessário analisar a negligência governamental e o esteriótipo cultural.

A priori, os entraves na adoção convergiram à sua burocracia. Nessa lógica, de maneira análoga à um resistor físico, que tem como função impedir a passagem de elétrons no fio condutor, a morosidade judiciária obstaculiza a criança ter uma família. Pois, a essa só está apta à adoção após o juiz garantir o desvínculo com os progenitores. Entretanto, tal pesquisa pode demorar anos, tendo como consequência o alcance da idade que torna difícil a adoção devido a preferência dos cidadãos.

Outrossim, a lentidão em tal processo é corroborado pela idealização da adoção. Segundo dados divulgados pelo Senado, cerca de 77,31% dos menores de idade em abrigo possuem mais de 10 anos de idade. Essa situação fática, justifica-se nas mais velhas encontrem resistência por parte das famílias na fila de adoção. No entanto, parafraseando Nelson Mandela “toda hora é hora de fazer o certo”.

Percebe-se, portanto, que esse dilema possui causas estruturadas no âmbito familiar e público, o que requer, assim, que medidas o atenuem. è dever da União fomentar novos meios tecnológicos que coletem dados pendentes da criança, por meio de um maior encaminhamento de verbas ao Estatuto da criança e adolescente para que o processo adotivo seja mais satisfatório. Além disso, cabe às mídias promoverem por veículos digitais,a quebra do paradigma da preferência, com urgência, com o fito de maior quantidade da indivíduos terem a chance de compor uma família.