Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 06/09/2019

Apesar da quantidade de crianças para adoção e adotantes (que irão adotar), e também a criação em 2008 do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), os processos de adoção continuam sendo muito lentos, e essa questão tem alguns fatores que a causam, como o perfil e exigências procuradas pelos adotantes, e também a burocratização.

De acordo com dados fornecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), existem, aproximadamente, 47 mil crianças e adolescentes em situação de acolhimento no Brasil. Deste total 9,5 mil estão no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e apenas 5 mil estão, efetivamente, disponíveis para adoção. Observando essas informações, apesar de ter muita crianças para adoção, muitas não são adotadas pelo fato dos adotantes possuírem muitas exigências, como, crianças recém-nascidas e com 1 ano, meninas, crianças loiras e brancas. Essas exigências são muito desanimadoras, pois a quantidade dos adotantes para as crianças nesses padrões são grandes. Outro fator  dentro dessas exigências é o fato de não adotarem irmãos. Com todas essas exigências muitas crianças completam 18 anos e não são adotadas.

A burocratização para adotar, por mais que essencial, é muito demorada. Segundo informações fornecidas pelo site Mundo Educação, a adoção é um longo processo, que inclui reunir documentos, comprovar aptidão, estabilidade psicológica e financeira e entrar na fila de espera. Quanto mais exigências os adotantes fazerem, mais demorado será o processo para adoção, podendo demorar anos.

Tendo em vista os argumentos apresentados, o processo de adoção se torna lento por alguns fatores, mas se os adotantes fossem mais abertos em relação aos perfis pedidos, os processos de adoção poderiam melhorar.