Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 02/09/2019
No século XX havia uma alta taxa de natalidade impulsionada pela não possibilidade de planejamento entre o casal. Famílias anteriormente compostas por em média sete filhos, hodiernamente são apresentadas, em média, por dois. Resultado, por exemplo, do uso de contraceptivos. Entretanto, no cenário atual ainda ocorre a problemática quanto à questão do abandono no país. Logo, gera-se números exacerbados para adoção juntamente com a morosidade para resolução de processos da mesma, motivados especialmente pelo preconceito.
Em primeiro plano, os impasses na realização da adoção ainda são constantes na Sociedade brasileira, que ainda tem se mostrado inapta à resolução dessa situação. De acordo com o IBGE, 47% das iniciativas dos processos adotivos são realizados por casais homossexuais. Em contrapartida, muitos casos apresentam dificuldades na obtenção de sucesso na adoção, o que se deve ao fato de um preconceito e ideário da “Família tradicional” que permeia o judiciário brasileiro.
Ademais, os desejos pela realização da adoção no Brasil cresce, mas os números de crianças e adolescentes nos abrigos não diminuem. O racismo estrutural presente nas relações brasileiras afeta diretamente nesse resultado porque continua-se a seguir padrões de pessoas brancas como o mais belo e adequado. Consoante ao Cadastro Nacional de Adoção, dois terços dos cadastros são de crianças e jovens negros, e quando seguido do preconceito, esses adolescentes ficam a mercê na continuação nos abrigos.
Aos fatos supramencionados no texto, os impasses devem ser amenizados para que mais crianças e adolescentes possam apresentar um vínculo familiar. É dever do Estado, por intermédio do Judiciário tornar o processo de adoção mais eficaz e apresentar disponibilidade com psicólogos que façam a prescrição das possibilidades, com o fito de que o sucesso dos casos seja maior.