Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 03/09/2019
Tem-se como adoção de crianças e adolescentes, a criação de um vínculo afetivo que permanecerá pela vida toda garantindo para esse o direito de convivência familiar. Na atual sociedade brasileira,tem-se observado o crescente desejo da criação desse vínculo. Porém, encontram-se problemas que impedem sua realização instantânea, denunciando as dificuldades e gargalos encontrados no atual sistema de adoção brasileiro.
É relevante abordar, primeiramente, que segundo a CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ,o Brasil tem sofrido uma queda significativa no número de adoção em decorrência do preconceito na hora desse ato. Constam, no cadastro nacional de adoção, 43 mil candidatos para a adoção, número seis vezes maior do que o de crianças disponíveis. Entretanto, mais da metade dessas crianças possui irmãos ou está fora da faixa etária desejada pelos candidatos, o que deixa uma grande queda nos registros e destaca o preconceito por eles sofridos.
Outro fator imprescindível é a demora no processo de adoção. A partir do momento em que se decide adotar uma criança, os candidatos precisam passar por uma serie de processos jurídicos e que demoram meses até serem concluídos. E, só depois da conclusão de tais processos, é que dão entrada na lista de espera. Tal fator, demonstra a falta do cumprimento do artigo 152 da constituição que prevê a prioridade de processos de adoção na justiça.
Fica claro, dessa forma, que os problemas enfrentados na hora da adoção são junções de preconceitos inseridos na sociedade e deficiência nos processos jurídicos. Portanto ,vê-se necessária, a atuação da mídia com campanhas publicitarias em jornais, revistas, internet etc; que ajudem na desconstrução de preconceitos na hora da adoção, ajudando a demonstrar que tais “preferências” só atrapalham na hora criação de um laço familiar. Ademais, vê-se necessária a mudança nesses processos burocráticos, e a fiscalização regular dos tais pelo poder executivo.