Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 05/09/2019
No filme De repente uma família, é retratado a realidade sobre o processo de apadrinhamento legal de três irmãos, que foram retirado da mãe devido o uso de drogas. Entretanto, fora da ficção, o Brasil do século XXI possui diversas barreiras que dificultam a adoção de crianças e adolescentes devido as altas exigências legais e dos interessados.
Em primeiro lugar, a adoção pode ocorrer por casais, viúvos e solteiros, o que soma cerca de 43 mil pessoas na lista de espera conforme o Censo. Todavia, apesar da demanda ser grande, as condições impostas pelas mesmas são maiores ainda, como bebês de pele branca. Ainda acima, impede que maior parte dos abrigados sejam adotados por serem maiores de sete anos, negros ou detentor de quaisquer doenças.
Posteriormente, é importante ressalvar que o sistema de leis que rege a adoção, embora já tenha sido promulgado, não legitimou sua lentidão que torna o processo ainda mais difícil. Além disto, nem todas as crianças que estão em abrigos podem ser adotadas, devido a reclusão temporária por direitos violados, já as que possuem este direito são estereotipadas por uma sociedade preconceituosa. Logo, o número de adotantes chega a ser cinco vezes maior que o número de adotados, conforme o Senado.
Fica evidente, portanto, que o processo de adoção detém de impasses e necessita de políticas de aprimoramento. E diante desta situação, é preciso que realizem campanhas de incentivo de apadrinhamento de minorias por meio de palestras informativas sobre a situação dos menores de cunho apelativo, antes de formarem a lista de espera, a partir da parceria do Ministério da Família com o da Saúde. Ademais, colaborar com a superlotação de abrigos e garantir que as crianças possam gozar de seus direitos de ter um lar digno.