Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 10/09/2019
Optar pela adoção de uma criança ou adolescente é uma condição de inúmeras causas. Desde a infertilidade de um dos parceiros do relacionamento hétero ou casais homoafetivos em busca de filhos, até pessoas sem nenhum impedimento físico ou biológico, que por razões emocionais e subjetivas, procuram a adoção como meio de propagar o afeto.
Todavia, muitos dos interessados impõem critérios às características dos jovens que estão a procura de acolher, como tom de pele, idade ou se são filhos únicos. Isso acaba por prolongar o processo de adoção, como afirma Rosa Geane Nascimento, juíza titular da 16ª Vara da Infância e da Juventude de Aracaju.
Logo, mesmo que muitos optem pela adoção, não há prosseguimento no processo. O que decai na desistência do acolhimento, ou a busca em outros países, onde as características predominantes da população coincidam com os critérios impostos.
Portanto, o Estado como propagador do bem maior, com o apoio de ONGs que lutem pelos presentes em orfanatos ou casas de adoção, deveria investir em campanhas publicitarias, de intuitos éticos e morais, para a conscientização de todos sobre a irrelevância das características das crianças e adolescentes, pois o foco da adoção é prover afeto, felicidade e convivência familiar e comunitária a uma pessoa, sem distinção alguma.