Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 05/10/2019

Filhos do coração

O adágio “onde come um comem dois” mostra-se controverso quando comparado às preferências dos casais na fila de adoção no Brasil.  Paradoxalmente, a filiação de irmãos tornou-se um empecilho cujo entrave permite que mais de quatro mil crianças fiquem sem lar.

Há no país milhares de interessados em adotar crianças, embora muitas delas cresçam em abrigos. Poderia, ser diferente, mas , segundos as leis atualmente vigente, é preferível que que a nova família mantenha os laços e a convivência fraternal intacta. Como a maioria das crianças disponíveis têm irmão, elas frequentemente são rejeitadas .Agrava-se assim os casos de jovens desamparados sem referência familiar.

Diante desse cenário exite a frustração e o sofrimento: Este em relação as crianças que crescem sem uma casa e àqueles nas possíveis adversidades que os levam a necessidade ou a preferência pela adoção - impedimentos quaisquer para ter filhos naturais, os princípios e estilo de vida deles-.

A desburocratização da adoção separadamente faz-se necessária, uma vez que, é possível informatizar o sistema de cadastramento das crianças e seus novos pais, principalmente nos casos de separação de irmãos. Criar um termo legal, de responsabilidade do governo, onde as novas famílias formadas se comprometam a manterem contato em reuniões periódicas com a presença de assistentes sociais a serem contratados pode ser um via.Fazer- se cumprir, tornando obrigatório a atualização de endereço , telefones e redes sociais parentais abertas- processo análogo ao que ocorre em casamentos nos Estados Unidos - pode ajudar no rastreamento das famílias recém formadas e no monitoramento do convívio que a criança mantém com os irmãos de sangue e sua família do coração.