Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 06/09/2019
Na história bíblica de Moisés, sua mãe temendo o faraó, o abandonou a beira do rio, logo foi encontrado e criado como filho pela filha do soberano. Semelhante a isso, é o que ocorre no Brasil, onde muitas crianças são deixadas em orfanatos, passando a infância inteira sem um lar e tristes por não serem adotadas. Dessa forma, observa-se que a desigualdade social contribui para separar famílias e o perfil idealizado de um filho diminui os números de adoção no país.
Em primeiro lugar, a desigualdade social está presente em todas as sociedades, devido a má distribuição de recursos. Por isso, muitos pais mesmo não querendo entregam seus filhos ao orfanato, por falta de opção, pois se criarem a criança sem condições, ela pode se tornar um fora da lei ou menino de rua. Assim, preferem levar o filho para um lugar em que ele terá melhores condições de vida.
Além disso, de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) o número de interessados em adotar é 12 vezes maior do que o número de indivíduos a serem adotados. Porém, mesmo assim, várias crianças e adolescentes não são adotados porque os adotantes querem crianças menores de 5 anos, brancas e sem irmãos, contudo, a maioria dos órfãos não seguem esse padrão. Logo, as pessoas acabam não adotando ninguém. Por isso os orfanatos ficam cheios e os órfãos só podem ficar lá até os 18 anos , onde a partir dessa idade eles devem sair em busca de emprego, moradia e independência.
Dessa maneira, é importante que a desigualdade social diminua para que haja menos crianças abandonadas e que o “perfil ideal” de filho mude, para haver aumento no número de adoção. Assim, para resolver esse impasse, o governo deve retirar do imposto que a população paga, uma quantia suficiente para ajudar famílias carentes, a fim de que elas não precisem entregar seus filhos à instituições. Não somente, é interessante que o Ministério da Educação, realize palestras nas escolas, sobre o sistema de adoção no país e desconstrua o pensamento de que deve-se adotar uma criança branca, pequena e sem irmãos. Desse modo, muitos órfãos terão uma família e um lar.