Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 07/09/2019

Sabe - se que no seio familiar aprende - se e vivencia - se sentimentos e comportamentos crucias para a vida em sociedade. O elo construído entre os familiares tem potencial de desenvolver, desde a infância, a empatia, o amor, o respeito, a solidariedade de uns para com outros. E tudo que é aprendido e vivenciado em família reflete na sociedade. Entretanto, no Brasil há muitas crianças e adolescentes que vivem em abrigos, não desfrutam de tais sentimentos e anseiam por um lar. As barreiras no processo de adoção, vão desde as escolhas seletivas dos pais que desejam adotar, até a burocracia judicial.

Desde a Constituição de 1988, a adoção no Brasil visa a proteção e bem - estar das crianças e adolescentes que estão em processo de adoção. Contudo, geralmente os pais que desejam adotar fazem uma seleção, optam por crianças com menos de um ano de idade, do sexo feminino e que não tenham irmãos. Sendo assim, direitos como a convivência familiar e comunitária são negligenciados.

Ademais, outro entreposto que explica o grande número de pais pretensos a adotar, é o fato de que, de todas as crianças e adolescentes em abrigos nem todos foram destituídos do poder pátrio de suas famílias ou não estão aptos a adoção. Em suma, todo o trâmite de adoção trata - se de um processo em que prevalece a preservação de direitos como a educação, proteção contra maus - tratos e abusos, entre outros.

Sendo assim, para superar todos esses descompassos que travam a adoção no Brasil, muito mais do que avaliar se alguém está apto a adotar, convém que as equipes técnicas atuem na preparação dessas pessoas, através de momentos de reflexões, troca de experiências com outras famílias e apoio psicossocial. O processo de preparação dos pais e das crianças é mais importante que qualquer critério de seleção, e a interação entre pais e crianças  durante o processo de adoção é importante pois visa quebrar esteriótipos e garante a construção de vínculos duradouros .