Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 17/09/2019
O Estatuto da Criança e do Adolescente garante inúmeros direitos aos menores. Por exemplo, o direito a convivência familiar e comunitária. Entretanto, convêm ressaltar que esse direito fundamental não está sendo respeitado, haja vista o número de crianças e adolescentes que não conseguem ser adotadas. Portanto, é necessário que algo seja feito para mudar esse cenário.
Primeiramente, o receio das famílias em adotar uma criança um pouco mais velha ou mesmo um adolescente, por medo de não se adaptarem ao menor ou ao contrario, se configura como um forte empecilho para adoção. Todavia, o filosofo Heráclito afirma que `` Um homem não pode se banhar duas vezes no mesmo rio, pois nem o rio é o mesmo, nem tão pouco o homem´´. Logo, as pessoas que possuem esse medo, não estão levando em conta que os indivíduos são mutáveis e modem ser ensinados a amar sua nova família, só necessitam de uma oportunidade para isso.
Além disso, a burocracia atrasa o processo de adoção. Só para ilustrar, a equipe de reportagem do G1 publicou recentemente que o tempo para incluir uma criança no cadastro nacional de adoção não está sendo respeitado. Dessa forma, as famílias acabam desistindo da adoção por causa do longo tempo de espera.
Por tudo isso, o Governo em parceria com o Ministério da Justiça, deve por meio de um decreto, ampliar o número de varas de infância, com a finalidade de acelerar o processo de cadastramento do menores a sistema nacional de adoção, dessa maneira o Estado garante o cumprimento da lei e beneficia tanto as crianças que necessitam de uma família como os país que vão recebê-las. Paralelamente, a mídia em conjunto com Organizações não Governamentais, deve através de propagandas no rádio e televisão, demostrar para as pessoas que pretendem adotar uma criança que a idade do mesmo não vai interferir na felicidade da família, dessa forma levando a conscientização das pessoas. Assim. poderemos ter um país que realmente respeita sua legislação.