Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 24/10/2019
No Brasil, 47 mil crianças e adolescentes estão acolhidas em abrigos, sendo que, destas, apenas 4.802 estão aptas a adoção. Destes 47 mil, nem todos foram destituídos do poder pátrio de sua famílias ou ainda não estão aptos a adoção. Nesse dado, podemos visualizar a incoerência do processo, pois, enquanto a Justiça utiliza muito tempo para destituir o poder da família, a criança e o adolescente crescem nos abrigos.
Diante disso alguns dos impasses que acontecem no processo de adoção no Brasil é as especificações do pretendente diante a idade do acolhido , ou até mesmo, pelo motivo do preconceito existente no setor judiciário quando os adotantes são homossexuais. Incompatibilidade difícil de ser suplantada é, na verdade, o fato de que apenas um em cada quatro pretendentes (25,63%) admite adotar crianças com quatro anos ou mais, enquanto apenas 4,1% dos que estão no cadastro do CNJ à espera de uma família têm menos de 4 anos. Com isso, o abrigado acaba permanecendo mais tempo institucionalizado enquanto poderia estar em um ceio familiar se desenvolvendo psicologicamente, socialmente e tendo melhores oportunidades.
Outro fator que costuma ser sério entrave á saída de crianças e adolescentes das instituições de acolhimento é a baixa disposição dos pretendentes de adotar mais de uma criança ao mesmo tempo, ou para reverter irmãos. Como os juizados de Infância e Adolescência dificilmente decidem pela separação de irmãos que foram destituídos das famílias biológicas, as chances de um par (ou número maior) de irmãos achar um novo lar é muito pequena. Além disso, existe o preconceito por parte dos juristas com a adoção por casais homossexuais também é prejudicial as crianças. Na etapa da entrevista, por exemplo, a falta de aceitação provocada pelo conservadorismo dificulta e muito o futuro dos abrigados.
Com isso, para que os fatos citados possam ser suprimidos é necessário que o Ministério da Família invista em campanhas publicitárias educativas, que também englobe as redes de televisões para a conscientização da adoção não só das crianças, mas também dos adolescentes. Além disso, poderia ser criado um site com todas as características dos adolescentes mostrando suas qualidades e os seus sonhos. Ademais, elaborar uma comissão no meio político para se discutir acerca de adoções por casais homossexuais.