Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 12/10/2019
Na mitologia greco romana, mais precisamente na história de ‘‘Hercúles’’, é possível observar um processo de adoção, haja vista que ele fora mandado para a terra e teve de ser cuidado por uma mulher que o teve como filho, mesmo não sendo biológico. Fora da ficção, é percebido no cenário global , sobretudo no Brasil, um deslize relacionado ao processo adotivo, ora pela exigência abundante e idealização por parte dos pais, ora pela preferência por crianças pequenas o que desfavorece as mais velhas.
Mormente, é valido ressaltar os fatores que colaboram para a ilusão e busca da família perfeita a que muitos estão enraizados. Diante do código ‘‘Hamurabi’’, criado na Mesopotâmia, por volta do século XVIII a.C, a adoção poderia ocorrer de modo que respeite as normas citadas no regime. Contextualizando para o país, é visto que os pais não se contentam apenas com o que a lei de número 8.069 oferece, querendo optar por escolher crianças de pouca idade e com um padrão de beleza a que eles estão acomodados. Isto pode ser comprovado de acordo com dados do CNA (Cadastro Nacional de Adoção), em que pode se perceber que existem 6000 crianças para serem adotadas e 43 mil pais na fila.
Por conseguinte, convém lembrar a problemática que persiste relacionada ao fator de cunho numérico; a idade das crianças que convivem em lares adotivos. Na animação ‘‘Meu Malvado Favorito’’, por exemplo, três irmãs, sendo duas maiores de 10 anos viveram parte de sua infância em um orfanato e só foram adotadas devido a um plano maligno, planejado pelo pai adotivo-as. Paralelamente, nota-se que muitas famílias esperam anos na fila de adoção, devido as idades das crianças. Comprova-se em uma averiguação realizada pelo CNA , apenas 5% das 43 mil pessoas, se oferecem à adotar maiores de 9 anos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC)- órgão responsável pela formação educacional e civil da criança, crie por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais e em locais de público acesso que detalhem a importância do processo adotivo e que explique seus propósitos, sugerindo as famílias uma mudança no meio de pensar e em seus atos, mantendo em mente as consequências de tais pensamentos e ações. Somente assim, será possível combater essa adversidade, que pode não ser observada no filme “Hércules”, mas que infelizmente é muito discutida no país.