Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 10/10/2019

‘‘No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho’’. De maneira análoga ao trecho do poema do icônico escritor Carlos Drummond de Andrade, evidencia-se os obstáculos que permeiam a adoção de crianças e adolescentes em território brasileiro. Isto é, o preconceito e a seletividade tornam-se fatores dificultadores do processo.

Em primeiro lugar, a discriminação é evidente. Em outras palavras, casais que desejam adotar crianças acabam optando que essas sejam brancas e necessitam possuir menos que 4 anos de idade. Entretanto, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça(CNJ), de cada 100 crianças, 90 possuem 7 anos ou mais. Logo, é notório o horrendo preconceito presente na problemática.

Por conseguinte, a seletividade também é gritante. Quer dizer, pessoas que adotam tais órfãos apresentam preferências que, indiscutivelmente, não correspondem a realidade dos orfanatos brasileiros. Para exemplificar, de acordo com dados do CNJ, apenas 150 crianças atendem as exigências de grande parte das pessoas que desejam amparar. Dessa forma, é indispensável a resolução imediata da problemática.

Portanto, é mister que o governo invista massivamente na aniquilação desses empecilhos. Em outras palavras, é necessário o investimento em campanhas publicitárias em redes televisivas e em redes sociais que abordem a importância da adoção, independente de -  idade, sexo, raça ou cor - desses desamparados familiarmente. Tais tarefas devem ser realizadas por meio da utilização das verbas dos impostos mensais. Para que dessa forma, a pedra no meio do caminho seja arremessada longinquamente.