Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 11/10/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a adoção, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista não é constatado na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela burocracia, seja pelo perfil idealizado pela famílias.

Em primeiro plano, é indubitável que os procedimentos de adoção estejam entre as causas do problemas. Segundo o filósofo grego Aristóteles, por meio da política e da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, a burocracia rompe essa harmonia, haja vista que muitas vezes outros processos são colocados em primeiro plano, tornando-o lento e decorre o tempo valioso dos individuos o que dificulta a adoção dos mesmos.

Outrossim, destaca-se o perfil feito pelos adotantes como impulsionador do problema. De acordo com o G1, existe mais de 5 mil crianças e adolescentes para adoção  e mais de 30 mil pessoas querendo adotar. Contudo existe um perfil idealizado por adotantes: meninas, brancas, de até quatro anos e se irmãos, o que é totalmente oposto do perfil de adotandos que são meninos, adolescentes, não-brancos e com irmãos. Em síntese, fica claro o motivo de tanta espera pela complexa descrição de crianças que muitas vezes nem nasceram ainda.

Fica evidente, portanto, que ainda há entrares para garantir a agilidade no processo de adoção. Destarte, o Ministério da Justiça(MJ) deve diminuir os tramites para adoção e priorizar este caso por meio de mais pessoas que procedam com processos de adoção promovendo um trabalho mais eficaz e que gere mais adoções. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e pensar, dotada de exterioridade. Logo a mídia deve instituir campanhas por meio de propagandas para incentivar a quebra de padrões de adoção. Só assim podendo alcançar o ideal iluminista.