Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 18/10/2019
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 43,6 mil pessoas constam como pretendes no cadastro nacional de adoção para um total de 8,7 mil crianças á espera de um novo lar. Embora o número de adotando seja muito inferior ao de adotante, o total de adoções no ano de 2018 foi de apenas 420 segundo CNJ. Diante desses números, cabe apreciar os fatores que favorecem esse quadro.
A preferência dos pretendes por crianças de 0 a 4 anos, brancas e do sexo feminino, diminui as chances de crianças maiores serem adotadas, principalmente as que possuem algum tipo de deficiência física ou mental, juntas somam 11,7% dos adotandos de acordo com CNJ.
Além disso, um total de 82 crianças são soro positivo, isto é, encontram mais resistência frente aos adotantes. Esses fatores, infelizmente, influenciam drasticamente no processo de adoção.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse.
O governo por meio televisivo, jornais, internet, deve criar campanhas para incentivar e conscientizar a sociedade a adotar crianças fora desse perfil mais solicitado, podendo iniciar um apadrinhamento como forma de aproximação e posteriormente decidir se estão aptos a mudar de perfil ou não. A partir dessas ações, espera-se promover uma diminuição no numero de crianças que infelizmente só cresce nos abrigos do Brasil.