Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 21/10/2019
O filme Shazam conta a história de um garoto que foi abandonado pelos pais e passou a viver em abrigos, porém ele nunca se adaptava e, por isso sempre fugia dos orfanatos em que era colocado. Essa realidade, entretanto, não é muito diferente da qual existe no Brasil. Nos dias de hoje, há muitos impasses no processo de adoção, como a questão da faixa etária buscada pelos futuros país e outras características exigidas por eles. Atualmente, existem cerca de 9,5 mil crianças à espera de uma família e 46,2 mil pessoas na fila para adotar, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Porém, apenas 6,3% dos pretendentes para realizar a adoção estão dispostos a aceitar crianças com oito anos de idade ou mais, destaca Sávio Bittencourt, Procurador de Justiça da Infância e Juventude. E, segundo o CNJ, 53,5% das crianças cadastradas no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), têm entre dez e dezessete anos.
Além disso, questões como raça e saúde impactam na decisão dos futuros país no momento de adotar uma criança. Ainda de acordo com o CNJ, 49% das crianças para adoção são pardas e 26% possuem algum problema de saúde. Em contraste, apenas metade dos pretendentes aceitam adotar pardos e 7,5% não fazem restrição a crianças com doenças.
Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para que o processo de adoção no Brasil deixe de ter tantos impasses. As Organizações Não Governamentais (ONGs), com apoio do governo, devem criar programas nas comunidades para incentivar e informar sobre o processo de adoção, de modo a tentar abrir a mente da população sobre adotar crianças com idade avançada, de cor ou portadoras de algum problema de saúde, pois elas também estão à procura de uma família, assim como todas as outras. Agindo assim e pensando nas palavras de Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que é feito no presente”, no futuro o número de crianças em abrigos no Brasil terá diminuído.