Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 20/10/2019
Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento, até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. Os impasses para a adoção são problemas que persistem na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso da persistência para a extinção, as condições dos adotantes e a burocratização do processo acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), existem 44 mil crianças e adolescentes morando em abrigos, cerca de 5.500 acrianças em condições de serem adotadas e quase 30 mil famílias na lista de espera. O que faz com que tais jovens cresçam em abrigos, o que pode afetar no seu desenvolvimento saudável por não receberem o carinho e a atenção adequada.
Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. De acordo com site do Senado Federal do Brasil os adotantes preferem bebês, de cor branca e meninas, além de optarem por aqueles que não tem nenhum tipo de doenças. Além disso, existem diversos procedimentos que impedem a adoção, como a grande lista de espera e a falta de estrutura nas varas da infância e da adolescência para atender à demanda das famílias interessadas, o que impede que o impasse seja resolvido.
Portanto, ao considerar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Dessa forma, cabe ao CNA, por meio de verbas governamentais, a contratação de novos profissionais para a área de adoção, com o intuito de agilizar os processos, para que esses jovens fiquem o menor tempo possível nos abrigos. Ademais, para a conscientização da população a cerca do tema, compete a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a distribuição de cartilhas educativas, que mostram a importância de adotar sem critérios e exigências. Só assim, será possível mudar o caminho da persistência para a extinção.