Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 25/10/2019
No desenho animado X-Men, relata uma irmandade de jovens que são considerados diferentes pelos super poderes que possuem, no entanto Xavier adota esses jovens independente dos preconceitos. No século XXI é diferente, uma vez que o processo de adoção possui alguns impasses, em virtude da grande burocracia e o preconceito na adoção de adolescente e crianças negras. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se capaz de perceber que o Brasil é o país mais burocrático do mundo, segundo Banco Mundial. Percebe-se que uma das grandes dificuldades para a adoção é o grande processo burocrático, o qual em muitos casos duram anos e nem sempre são bem sucedidos. Visto isso, no livro Simplesmente Blue, escrito por Amy Harmon, o qual conta a história de Blue que decide dar uma filha para adoção para um casal de amigos, pois os mesmos não conseguiam adotar devido ao processo burocrático.
Desse modo, não apenas o processo burocrático, como também o preconceito enraizado na sociedade corroboram para o empecilho de adoção no Brasil. À vista disso, nota-se que desde o processo de escravidão africano , evidenciado há cinco anos, apenas 31,8% dizem aceitar filhos de qualquer raça, atualmente 46,6% segundo o Cadastro Nacional de Adoção. Logo, o sociólogo Gilberto Freyre em livro Casa Grande e Senzala, fala sobre a formação nacional baseada em uma democracia racial existente nas relações entre negros e brancos, pois conforme o autor há relações de poder, devido a miscigenação do Brasil.
Fica claro, portanto, que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Poder Judiciário invista na contratação de funcionários em cargos de burocracia, de modo que os processos de adoção possam ser mais rápidos, para que os índices de adoção sejam cada vez maiores. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas em praças públicas, ministradas por biólogos e biomédicos, que discutam sobre o preconceito racial, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus, como no desenho X-Men e não caminhe para um futuro degradante.