Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 31/10/2019

A série adotada,transmitida pela emissora de televisão MTV,retrata o drama vivenciado pela protagonista Maria Eugênia,que se inclui em diversos âmbitos familiares pelo Brasil.Fora das Telas,esse drama faz parte da realidade de diversas crianças e adolescentes.Isso porque a convivência em outro lar,com costumes e ideologias diferentes,requer adaptações do adotado e da família que o acolhe.Além disso,os perfis procurados pelas famílias dificultam o processo de adoção e retiram as esperança de várias crianças e adolescentes em se ter um lar.Dessa forma, é preciso desenvolver medidas que agilizam esses processos e desconstruam ideologias preconceituosa dos perfis escolhidos.

É importante ressaltar,primeiramente,que o processo de adoção é burocrático, envolvendo várias etapas,normas e condutas a serem cumpridas visando trazer benefícios e oportunidade de crescimento pessoal para as crianças e adolescentes.Entretanto,no ano de 2017,foram aprovadas novas leis que facilitam esse processo,visto que grupos de irmãos ou menores com deficiência, doença crônica ou com necessidades específicas de saúde terão prioridade na adoção.Isso porque,segundo o Cadastro Nacional de Adoção, dos 41.490 interessados em adotar no país, mais da metade, 27.143,não aceitam ficar com os irmãos da criança.Dessa forma essas medidas irão reduziram a fila de espera e contribuirá para acelerar o processo de adoção.

Deve-se lembrar,ainda,de que muitas famílias que busca adotar idealiza os seus interesses quanto aos adotados.De acordo com dados do Cadastro Nacional de adoção essas famílias buscam meninas de 0 a 4 anos,branca e sem doenças.Entretanto,estão disponíveis para adoção,em maioria,meninos e adolescentes negros,com irmãos,o que configura na seletividade dessas crianças e o preconceito nesse processo.Sendo assim,é necessário desconstruir ideologias acercas de perfis escolhidos para que se tenha uma maior taxa de adoção no país.

Diante disso,para amenizar os impasses no processo de adoção é preciso intervir. Logo,torna-se fundamental que a mídia aborde o tema em novelas e propagandas de conscientização,por meio de relatos de famílias que adotaram perfis não idealizados.Aliado a isso,é essencial que ONGs desenvolva campanhas que incentivem a adoção de crianças e adolescentes com amplos perfis raciais e de idade,visando a importância do acolhimento familiar diante das idealizações.Tais medidas contribuirão para uma melhora no processo adotivo brasileiro e ampliará as mudanças ocorridas na lei em 2017 no país.