Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 26/02/2020
Adotar uma criança no Brasil é um processo burocrático, já que leva em consideração várias regras e procedimentos intensos para tal finalidade. Tendo também como obstáculos (para os órfãos), a idade “exigida” pelos solteiros e casais que pretendem adotar, assim como, se as crianças possuem irmãos também disponíveis para a busca de um novo lar.
Em todo o Brasil a fila de pessoas para adotar é superior ao número de órfãos disponíveis, porém, os adultos que querem adotar preferem as crianças pequenas, contudo, é entre os maiores de 12 anos que há mais disponibilidade no país, segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Impedindo assim, que muitos jovens realizem o sonho de sair do lar adotivo.
Bem como, a maioria dos solteiros e casais optam por adotar uma criança, sem ao menos pensar na possibilidade de também adotar um irmão da mesma, causando assim, diversos problemas principalmente para o irmão que fica no abrigo enquanto o outro é adotado, resultando em saudade, traumas e problemas psicológicos.
Portanto, algumas iniciativas são necessárias. Uma delas é o apadrinhamento afetivo, fazendo com que os adultos possam conhecer crianças que estão fora do perfil procurado pelos pretendentes, gerando afeto e derrubando o problema relacionado a idade. Além disso, os adultos devem tratar os grupos de irmãos com mais cautela, de forma a não separá-los e, naqueles casos em que a separação for inevitável, dar preferência às pessoas que residam mais próximas uma das outras, para assim, promoverem o encontro entre irmãos.