Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 26/02/2020

De acordo com a Constituição Federal, a adoção se mostra como condição para a dignidade humana. Ela é uma vontade de muitos brasileiros, já que existem mais interessados do que crianças disponíveis. Todavia, devido a persistência da burocratização dos processos adotivos e a existência de perfis específicos mais procurados, torna-se difícil e lento concretizar tal prática.

A problemática de adotar uma criança no Brasil não é recente, e nota-se isso ao analisar a Lei 3133/1957, que garantia como obrigatoriedade a intermediação do Poder Judiciário nesse caso, gerando mais um gasto para as pessoas, além de estabelecer a idade mínima de 30 anos para realizar uma adoção. Hoje embora algumas exigências tenham sido alteradas, o tempo médio nas filas de espera segundo o Conselho Nacional de Adoção são de 3 anos.

Outro empecilho é que a maioria das pessoas buscam nos futuros filhos padrões semelhantes, como a idade de 0 a 2 anos, ser de etnia branca, do gênero feminino e não possuir patologias, sendo a minoria delas que possuem todas essas características, o que acarreta em uma demora maior na espera, que é considerada um empecilho nesse processo.

Visando combater essas dificuldades, o CNA deve promover campanhas acerca da adoção dos mais diversos tipos de criança e desburocratizar esse sistema, tornando mais dinâmico esse processo, além de conscientizar mais as pessoas e as fazerem refletir sobre seus preconceitos, construindo um país mais empático e preocupado com o bem-estar social.