Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 26/02/2020

A adoção no Brasil é tratada pela primeira vez em 1916 no Código Civil Brasileiro e desde então enfrentou ajustes para se adequar a sociedade de forma coerente. Para que a adoção seja realizada, é preciso enfrentar processos burocráticos e entrevistas, além dos desafios quando encontra´se o perfil desejado, porém com irmãos envolvidos, tornando, dessa forma, a ação demorada e exaustiva para quem deseja formar uma família.

Primeiramente, deve-se ressaltar que existem diversos tipos de adoção, como entre familiares e o mais comum, como é o caso de Marilyn Monroe, em que jovens são direcionados a orfanatos e lares temporários, no qual a adoção depende do desenvolvimento de entrevistas, inúmeros documentos, fila de espera e aceitação tanto do jovem como dos interessados para ser efetivada , tornando a ação longa e cansativa.

Além disso, o processo adotivo enfrenta dificuldade quando o perfil desejado é encontrado, porém entre irmãos. De acordo com o site Correio Brasiliense, 66% das pessoas dispostas a adotar não desejam acolher irmãos, o que se torna um problema quando a descrição exigida comporta apenas a uma das crianças, levando os interessados na adoção enfrentarem novamente a fila de espera.

Com isso, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) deve rever o processo adotivo, tornando-o menos extenso para os envolvidos mas sem perder a consistência necessária. Outrossim, o ECA, juntamente com a mídia e os veículos de comunicação, deve fazer uso de publicações e propagandas para a conscientização em relação a adoção de irmãos, preservando os laços afetivos dos jovens. Dessa forma, a formação de novas famílias, o acolhimento dos jovens e crianças e a busca por uma vida mais dentro dos padrões serão possíveis no país.