Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 28/02/2020

Muitas pessoas alimentam o sonho de terem filhos e constituírem uma família. Entretanto, biologicamente nem sempre isso é possível, seja pela infertilidade, união homo afetivas, entre outros. Desse modo, uma das alternativas é a adoção. Contudo, no Brasil, existem desafios a serem enfrentados, como a preferência das famílias interessadas e a burocracia do processo judicial. Assim, faz-se necessária maior análise e a fomentação de propostas a fim de atenuar esse conflito social.

Sabe-se, de acordo com o Cadastro Nacional da Adoção que o número de pessoas dispostas a adotar é bem maior que a quantidade de crianças disponíveis para adoção. Tal realidade pode ser justificada pelos padrões exigidos pelos adotantes, como recém-nascidos ou crianças menores de 5 anos, meninas e brancos. Dessa forma, crianças e pré-adolescentes que não se encaixam nas exigências acabam por ficar mais tempo em abrigos públicos a espera de uma família.

Outrossim, é fundamental pontuar a questão burocrática. A adoção no Brasil ocorre por processo judicial e é regulada pelo ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente. Esse, por sua vez, investiga as condições sociais das famílias interessadas. O que é compreendido, já que a partir do momento da adoção legal, o menor, bem como seus atos passam a ser de total responsabilidade do adotante.

Em suma, a adoção é crucial para crianças e adolescentes que encontram-se em situação de abandono em orfanatos. Logo, é primordial desconstruir a percepção a respeito a respeito do perfil desejado para adoção. Assim, ONGs em parceria com a mídia promovam constantes campanhas de conscientização nos meios de comunicação, como a televisão e o rádio. Também, a Justiça e o Estado precisam flexibilizar as leis, tornando os processos mais rápidos. Além de criar novas repartições destinadas especificamente à adoção.