Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 28/02/2020
O CNJ - Conselho Nacional de Justiça, mostra que os números expressado aos processos de adoção no Brasil apontam uma quantidade maior de candidatos querendo adotar do que crianças para ser adotadas. Apesar do grande número de interessados, a conta da doação não fecha e há muitas crianças esperando para terem uma família. Atualmente as questões de ordem burocrática e as relativas à incompatibilidade de perfis.
Primeiramente é importante destacar, que há um longo tempo de espera, comum nos processos de adoção. Durante esse tempo as crianças crescem e, quanto mais velhas, mais difícil fica de serem escolhidas pelas famílias interessadas em adotar. A Sanção de uma nova lei pelo presidente Michel Temer, inclusa no ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, que deu novos prazos para o processo de adoção de crianças e adolescentes no país, visando a reduzir essa espera.
No Entanto, apenas encurtar a espera não resolve plenamente o problema, Já que a incompatibilidade entre os perfis de crianças buscadas e os existentes é outro grande empecilho. O CNA - Cadastro Nacional de Adoção revela esse conflito, Uma vez que 80% dos pais que desejam adotar procuram crianças com menos de 3 anos de idade, O que corresponde a apenas 7% do quadro de meninos e meninas disponíveis para adoção.
Nesse sentido é necessário que ONGs, amparadas por representantes como centro de apoio à criança e ao adolescentes. Com o propósito de promover a implementação de campanhas anuais de incentivo à adoção, com estimulo à recolhimento de perfis menos aceitos, como de crianças acima dos 5 anos de idade e grupos de irmãos, com o objetivo de aumentar os índices de acolhimento no país e conceder a mais crianças oportunidades de viverem em um lar. Desse modo, a incoerência entre os dados apontados pelo CNJ e a realidade observada no país será reduzida, bem como aumentará a dignidade assegurada às crianças brasileiras.