Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 11/04/2020
De acordo com a CNJ, Conselho Nacional de Justiça, mais de 9 mil crianças e adolescentes estão disponíveis para adoção e mais de 40 mil pretendentes querem adotar, porém, os números embora positivos, se tornam em impasse devido a diversos fatores, dentre eles a incompatibilidade de perfis e as questões de ordem burocrática.
Na série norte-americana “Anne with an E”, é retratado uma cena em que o casal de irmãos cogita não aceitar a jovem Anne pelo fato de ela ser mulher, de maneira análoga, esse cenário se repete na sociedade brasileira, uma vez que os pretendentes optam por crianças de raça branca e menores de cinco anos, enquanto a maioria delas disponíveis para adoção são de raça negra e maiores de seis anos, segundo o Conselho Nacional de adoção (CNA).
Vale ressaltar também que a justiça brasileira ajuda na precariedade das perfilhações, já que, exige das pessoas a integridade psicológica e boas condições financeiras, mas sofre com a falta de profissionais que analisem essas exigências, delongando e aumentando as filas de espera, gerando desistências.
O ECA, Estatuto da Criança do Adolescente, assegura que é dever da família, sociedade e Estado garantir à criança e ao adolescente o direito à convivência familiar. Destarte, cabe a Vara da Infância e da Juventude, em parceria com Júris e Tribunais, a aceleração dos processos relacionados a perfilhação, e as ONGs , em parceria com a mídia, divulgar campanhas para incentivar a adoção tardia e de crianças de outra raça, e assim com medidas graduais e progressivas diminuir os números da CNA e fazer valer ao ECA.