Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 26/04/2020

Antigamente não existiam métodos contraceptivos e havia uma frequência maior de filhos não desejados, com a chegada desses métodos, esse número diminuiu bastante, mas está longe de se aproximar de zero. Esses filhos que não são almejados pela família, ou não se encontram numa casa com boas condições vão, com grande frequência, para orfanatos e são disponibilizados para adoção; mesmo com muitas famílias que querem possuir um filho adotivo, o número de crianças órfãs não diminui proporcionalmente à quantidade de interessados. Diante disso, os impasses no processos de adoção no Brasil provem, principalmente, da exigência e da falta de iniciativa dessas famílias.

Primeiramente, nos dias atuais, a quantidade de pessoas interessadas na adoção é drasticamente maior do que o de crianças cadastradas. Mas, segundo o Cadastro Nacional de Adoção, os órfãos, em sua maioria, possuem irmãos, o que não atende às exigências impostas pelos interessados, causando a permanência de inúmeras crianças em orfanatos até completar a maioridade.

Por conseguinte, há uma falta de iniciativa das famílias interessadas ao processo de adoção. A maioria dos interessados não buscam o processo adotivo, o que mostra que muitas vezes essa vontade é colocada em segundo plano, fazendo com que mesmo aquelas crianças ou adolescentes que pudessem encontrar uma família, percam essa oportunidade.

Logo, pode-se concluir que, mesmo com muitos interessados em adotar crianças ou adolescentes, exigências e falta de iniciativa dificultam esse processo o que mantém muitos órfãos em um orfanato até seus 18 anos. Com a finalidade de solucionar esse problema, o governo deve disponibilizar palestras com o objetivo de motivar os interessados à adotarem sem grandes exigências, de modo que a quantidade de órfãos diminua significantemente.