Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 26/04/2020
Na Roma Antiga, era exigida a idade mínima de 60 anos para o adotante e vedada a adoção aos que já tivessem filhos naturais. Hodiernamente, jovens de 18 anos já podem entrar na fila do processo de adoção. Porém, tal processo apresenta algumas complicações que, infelizmente, atrapalham o direito à convivência familiar de crianças e adolescentes, como a dificuldade no acesso a informações sobre as burocracias envolvidas e à escolha seletiva de algumas famílias com relação à irmãos.
Primeiramente, é importante enfatizar que a rigidez e a inflexibilização das burocracias que envolvem tal processo são os maiores dificultadores de incentivo para que famílias entrem na fila de adoção. O não acesso às informações decorre dessa falta de encorajamento, já que a felicidade de ambas as partes (o adotado e aquele que o adota) é o objetivo final. Segundo uma pesquisa do site Futura, cerca de 35% dos brasileiros não possui acesso à essa informação, fato que reflete uma falha governamental.
Subsequente a isso, outro impasse de grande impacto é a escolha seletiva das famílias que têm a oportunidade de realizar a adoção. Tal processo se dá pelo fato de que a maioria não deseja adotar gêmeos, e muito menos, quando um deles têm mais de 15 anos. Sendo que, segundo o site correio braziliense, somente 44% não se encaixam nessa descrição. E esse fato se deve ao consenso popular de que adolescentes não são agradáveis à família.
Dado aos fatos citados, é inegável que o Ministério da Família, em conjunto com a Vara da Infância e Adolescência (orgão responsável pela adoção), crie eventos com palestras ministradas por profissionais da área sobre a adoção e o acolhimento de adolescentes, fazendo com que a população tenha conhecimento das normas vigentes e adote tanto gêmeos quanto adolescentes com maior frequência solucionando, assim, os principais impasses.