Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 24/04/2020
O lar é constituído por coisas básicas que suprem necessidades para sobrevivência, quanto a estrutura, tudo que a criança precisa ter para viver é: um teto, comida e um espaço ideal para descansar. O processo de adoção tem por objetivo a proteção e a inserção de crianças e adolescentes em famílias e lares, visando devolver aos mesmos o direito de sonhar e ter um futuro.
Há diversas barreiras e burocracias para realizar uma adoção atualmente no Brasil, o tempo de espera das famílias pode chegar à anos, muitos obstáculos são facilmente identificados por ambas as partes. Por parte do sistema, questões como a classe social são determinantes para o tempo de espera, quanto maior a classe, menor o tempo, o poder aquisitivo não é o único obstáculo, pais solteiros são julgados como incapazes de criar e dar um lar ideal a uma criança por falta de um parceiro, julgamento falho, visto que segundo o IBGE, a taxa de pais solteiros segue uma crescente nos últimos anos, os casais homossexuais lideram a estatística dos pais impedidos de oferecer amor e lar as crianças. Os futuros papais escolhem, como em um jogo virtual “Habbo”, onde é possível montar seu avatar, a cor do cabelo, dos olhos, da pele e até a faixa de idade da sua preferência, sem contar no sexo, pesquisas apontam que, crianças até 2 anos possuem a maior taxa de adoção, as crianças negras são as menos escolhidas, e os adolescentes e os que possuem irmãos lideram a rejeição.
No filme “Frozen”, de Jennifer Lee e Chris Buck, a personagem Anna, irmã da personagem principal Elsa, rainha de Arendelle e dona dos poderes de gelo, é atingida acidentalmente por Elsa, que congela seu coração, e só um ato de amor verdadeiro pode salvá-la, a trama da Disney surpreende quando em seu último suspiro Anna se sacrifica entrando na frente da espada que mataria sua irmã, ato esse que acaba descongelando seu coração. O amor entre irmãos é retratado em diversas obras famosas do cinema. Durante o processo de adoção, os futuros pais devem levar em consideração a felicidade dos pequenos, não somente a estrutura física, mas a psicológica também, pois segundo Chico Xavier “a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor”.
Portanto, cabe ao governo flexibilizar e diminuir a burocracia no processo de adoção, com o dinheiro dos impostos, investir em programas de maior rapidez para pais com interesse em adotar irmãos e adolescentes, com a finalidade de dar a todas as crianças e adolescentes um lar com a estrutura necessária, promover ainda campanhas de conscientização e empatia voltado para os futuros pais, com o objetivo de diminuir os critérios exigidos por eles e adotem crianças reais.