Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Desde a Constituição de 1988, a adoção no Brasil é vista como uma medida protetiva à criança e ao adolescente, trazendo oportunidades de desenvolvimento físico, psicológico, educacional e social, ou seja, prioriza o bem-estar deles e os pais adotivos também saem felizes. Contudo, apesar de dar uma enorme chance a muitos, um problema surge, pois apenas cerca de 34% dos brasileiros acolhem irmãos na hora da adoção, e quando isso não ocorre, torna-os totalmente vulneráveis de um bom desenvolvimento ao longo da vida.
Em primeiro plano, é importante enfatizar o risco que muitos irmãos, adolescentes ou crianças acima da idade do perfil desejado sofrem, pois eles não adquirem uma certa prioridade na hora da adoção. Os adultos que querem adotar preferem as crianças pequenas, em razão normalmente ao desejo de criá-los desde cedo. Assim, há uma necessidade de ajudar eles, uma equipe de psicólogos poderiam estar a frente dessa questão, criando assim um maior estímulo e ajudando perfis mais vulneráveis os a ter maiores e melhores oportunidades de vida.
Em segundo plano, um outro ponto que pode dificultar a formação e adoção do indivíduo é a alienação paternal, que tem como objetivo, na maior parte dos casos, prejudicar o vínculo da criança ou do adolescente com o genitor, atrapalhando assim, o direito fundamental da criança à convivência familiar saudável. Logo, seria necessário um acompanhamento de autoridades e psicólogos antes do processo de adoção e depois, deixando a criança segura e ajudando a não possibilitar uma influência psicológica, mudando seus pensamentos e desejos.
Portanto, com base nas informações citadas, é notável que o sistema adotivo, apesar de ser um fator protetivo a criança e ao adolescente, tem seus problemas, dificultando o bom desenvolvimento aos que são adotados e aos que não são. Logo, cabe ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), junto a autoridades judiciais e uma equipe de psicólogos garantir maiores chances aos vulneráveis, criando estímulos na hora da adoção, mostrando todos os pontos positivos em adotar qualquer tipo de perfil. Também, acompanhamentos psicológicos após o processo de adoção possibilitaria um maior conforto às pessoas adotadas, impossibilitando influências psicológicas, gerando assim, melhores chances de desenvolvimentos em todos os pontos (físico, psicológico, educacional e social).