Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 25/04/2020
O termo adotar significa acolher, por meio de ação legal e por vontade própria, como filho legítimo, uma pessoa desamparada pelos pais biológicos, dando-lhe todos os direitos de um filho natural. Mas há controvérsias, embora seja legalizada pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), é perceptível que cada vez mais, aqueles que adotam estão mais exigentes ao escolher as características da criança que deseja adotar, e com isso, muitas vão ficando para trás e crescendo no orfanato. Dessa forma, atitudes devem ser tomadas para que esse impasse tenha um fim.
Em primeira análise, deve-se comentar que muitos daqueles que adotam, preferem crianças mais nova que não tenha muita ciência que foi desamparado pelos pais para que seja mais fácil o convívio e para que possa acompanhar mais o crescimento da criança. Na maioria dos casos, a exigência é que a criança não tenha mais que 3 anos de vida, após isso muitas crianças e adolescentes que chegam aos 10 anos, praticamente não há interessados em adotá-los.
Em segunda análise, vale lembrar que muitos que adotam importam-se com a etnia. As crianças brancas, estão mais sujeitas à adoção, por muitas vezes preconceito, casais recusam e não optam na adoção de crianças negras. Esse caso, está relacionado ao ideal de exclusão que vem propagado desde o tempo da escravidão, famílias brancas não podem ter filhos negros e com isso, crianças e adolescentes são discriminados pela sua cor de pele e acabam perdendo o acesso ao direito de ter uma família e um lar.
Diante dos fatos mencionados, é imprescindível a necessidade de mudança de pensamentos e atitudes daqueles que adotam desconstruindo velhos ideais. Os adotantes precisam ser incentivados a deixar de lado todo o preconceito, através de palestras feitas pelo Ministério da Educação abordando direitos humanos e igualdade racial, para que seja conscientizado o principal motivo da adoção, sem se importar com idade e características físicas. Sendo o principal motivo: Dar a oportunidade para um criança de receber afeto de um pai e uma mãe, que por algum motivo, foi abandonado pelo seus pais biológicos.