Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 26/04/2020

Na série norte-americana “the fosters”, retrata a história de uma família completamente fora dos padrões conservadores, onde existe um casal homoafetivo e cinco filhos adotados. Essa série mostra principalmente os problemas e dificuldades enfretados pela família, o preconceito e os desafios para ficar com a guarda dos menores. Este programa faz alusão a realidade brasileira no precosso de adoção. Nesse cenário, a fim de compreender e melhorar os impasses no processo de adoção no Brasil, precisa-se analisar os preconceitos na fila nesse processo, como também a burocratização do sistema judiciário.

Primeiramente, se observa que a demanda de famílias em busca de crianças vem crescendo consideravelmente. Contudo, no processo legal, muitas famílias impõem restrições que deixam explícitos preconceitos em relação a raça, idade e ao sexo. A preferência é por crianças sem problemas patológicos, menores, brancos e geralmente do sexo femino com até três anos de idade. Segundo o Conselho Nacional de Adoção (CNA), temos seis vezes mais família querendo adotar do que crianças aptas a adoção. Entretanto, ainda assim as crianças são rejeitadas por não terem caraterísticas de uma elite ou não terem um padrão dito como conservador.

Igualmente, a burocracia no processo de adoção é um grande problemas para um processo legal,  é extremamente lento na avaliação de famílias aptas, e isso ocorre muitas vezes por causa da insuficiência de profissionais executando os cargos. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a fila para a adoção é em média de 3 a 6 anos e isso acaba causando desistência de interessados, ocasionando a permanência de crianças e adolescentes nos orfanatos. Além disso, existe ainda obstáculos para que casais homoafetivos possam entrar em processo afetivo, também como famílias monoparentais, havendo intolerância por parte dos juristas.

Portanto, é função do Estado amenize o quadro atual. Cabe ao CNA promover propagandas, grupos de apoio,palestras e divulgações sociais, com a ajuda de profissionais abitos a essa função como psicólogos e orientadores educacionais. O intuito e conscientizar as pessoas o quão importante adotar é sem a distinção de raça, idade ou sexo, juntamente com o sistema judiciário agilizando os processos legais, utilizando uma maior equipe de assistentes sociais e profissionais no ramo, visando acima de tudo o bem-estar dos menores.