Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 26/04/2020

Adotar uma criança não é uma tarefa fácil, principalmente no Brasil, diversos são os impasses que um casal dispõe ao tentar adotar uma criança, como exemplo, na Roma Antiga, era exigida a idade mínima de 60 anos para o adotante, e era vedada a adoção aos que já tivessem filhos naturais.

Atualmente, o número de pessoas interessadas em adotar é doze vezes maior que a quantidade de crianças disponíveis para adoção. Ainda assim, muitas delas passam a vida em abrigos públicos, sem um lar. De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção, existem 4.881 crianças cadastradas para adoção no país. Dessas, 3.206 (65,68%) têm irmãos. No entanto, entre os 40.306 brasileiros interessados em adotar, 26.556 (65,89%) não querem crianças com irmãos.

Podemos destacar ainda que o excesso de burocracia por parte do aparato estatal brasileiro constrói “barreiras” no andamento do processo adotivo, visto que não há leis que regulamentem a adoção, e não há fiscalizações devidamente necessárias para o processo ir a diante. Em consequência disso, ao completar 18 anos os jovens “não adotados” são retirados do orfanato e são deixados na margem da sociedade.

É imprescindível que o esforço coletivo é crucial para que a adoção siga em frente. O governo deve disponibilizar a população, leis de fiscalização juntamente com órgãos municipais e estaduais, no intuito de facilitar o processo adotivo, outra medida é criar campanhas que estimulem casais na fila de adoção.