Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 26/04/2020
A adoção no Brasil é um desafio de enormes dimensões, o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) , apresenta dados que mostra que cerca de cinco mil crianças e adolescentes estão aptas pra adoção no Brasil e mais de trinta mil pessoas querendo adotar. A alguns anos atrás apenas as pessoas casadas poderiam adotar mas, aconteceu uma pequena modificação na lei, visando justamente ampliar as possibilidades de adoção permitindo que pessoas solteiras, viúvas, em união estável também possam adota, o que não foi ainda modificado é a possibilidade de casais homoafetivos adotarem crianças, alguns casais já conseguiram adotar mas a lei ainda não é específica quanto a isso.
Se adequando à esses aspectos e tendo mais de dezoito anos, o primeiro passo é ir até uma vara de infância e juventude para verificar qual a documentação necessária para esse processo, depois é preciso fazer uma petição judicial para ser inserido nesse cadastro essa petição é feita por um advogado ou por um defensor público, depois dessa parte mais burocrática as coisas ficam um pouco mais práticas, é preciso fazer um curso de preparação psicossocial e jurídica, então essa pessoa vai ser avaliada por psicólogos pra ver se ela está apta para votar, após desse laudo positivo o juiz vai colocar ou não essa pessoa na fila de espera da adoção. E assim vem o problema da adoção no Brasil, encontrar uma criança de acordo com o perfil solicitado pelos futuros pais.
O problema é que as pessoas querem crianças menores de quatro anos, brancas, sem problemas de saúde e sem irmãos, e essa não é a realidade das crianças que estão disponíveis para adoção. A cada 100 crianças, 90 delas tem sete anos ou mais e apenas cinco de cada 100 pretendentes aceitam crianças com essa idade. Em virtude dos fatos mencionados, pode-se perceber que o maior problema é a exigência das famílias em relação ao perfil da criança que eles querem adotá-lo.
É importante que após adotarem a criança terem um acompanhamento psicológico mais efetivo, para aprender a lidar com os traumas que aquela criança possui e com a nova realidade dela e de seus mais novos pais.