Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 26/04/2020
O processo de adoção no Brasil é muito burocrático. Tendo em vista dados da CNJ (Conselho Nacional de Justiça), no Brasil há 47 mil órfãos na espera para serem acolhidos para um novo lar e há várias pessoas e famílias que desejam adotar, porém em contrapartida, para se adotar uma criança ou um adolescente, além da burocracia do sistema, é necessário se verificar o histórico do adotante e se certificar que há um vínculo entre adotante e adotado.
Ainda de acordo com a CNJ, das 47 mil crianças e adolescentes que aguardam um novo guardião, apenas 9,5 mil estão cadastrados no CNA (Cadastro Nacional de Adoção), porém deste número, apenas 5 mil deles estão realmente disponíveis para o processo de adoção. Deste modo é possível ver que o processo é muito demorado, gerando até a desistência de muitos dos pretendentes.
Além destas dificuldades, os adotantes possuem algumas preferências, a maioria deles preferem crianças que possuem até 4 anos de idade, brancas, sem irmãos e doenças e do sexo feminino. Ainda há também o preconceito com os adotantes, como por exemplo os casais homossexuais e mães solteiras. Também a demora é causada pela falta de profissionais que analisa a situação do órfão e o encaminha para a adoção.
Em suma, o sistema de adoção do Brasil ainda não é muito bem estruturado. Para melhorar o processo de adoção, o ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos devem diminuir o preconceito enfrentado pelos adotantes e pelos órfãos por meio de palestras e propagandas, a fim de conscientizar os pretendentes acerca da discriminação de idade, sexo e idade. Além disso, o ministério da Justiça deve aumentar o número de assistentes sociais para agilizar o processo de adoção.