Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 26/04/2020
Resultante de problemas sociais como a falta de responsabilidade de jovens e adultos que se não se protegem sexualmente, gerando filhos e muita das vezes dando-os para a adoção, vem um grande problema a ser tratado que é o processo de adoção no Brasil. Diante dos inúmeros filhos abandonados, levados para a adoção, muitos deles acabam crescendo sem uma família, já que, existe muito preconceito em virtude da idade, cor de pele e se possuem irmãos juntos à eles. Logo, é claro o problema que existe no processo de adoção brasileiro e que precisa urgentemente ser corrigido e melhorado.
O processo da adoção na vida de uma criança ou jovem é muito importante, pois da a oportunidade dela ter uma família, um lar e uma vida com mais amor e coisas boas, que geralmente levam-nas para um caminho melhor na vida e dar mais motivações para seguir em frente. Porém o processo de adoção acaba desmotivando a maioria dos futuros pais. Um motivo disso é que o processo leva muito tempo e trabalho, onde se adotar um cachorro por exemplo acaba por ser mais fácil e acessível aos possíveis pais. Frase citada pelo pensador brasileiro Marcos Vinicius Trindade demonstra isto: “Entre um cachorro e uma criança, o primeiro sempre é adotado com mais facilidade”.
Outro grande preconceito quando se vê ou vão adotar crianças, é o de que ele não é da família pois não tem o seu sangue. Esse é um impasse muito discutido, mas que tem uma linha de pensamento onde a maioria dos brasileiros que vão adotar seguem, a de que família tem um valor muito mais sentimental à biológico. Onde um filho pode ser considerado da família não por ter o sangue da linhagem, mas o amor e consideração dos pais. Argumento esse que foi aprovado diante a constituição de 1988 que diz que “Em casos de adoção, estabelece a equiparação dos direitos dos filhos adotivos aos dos filhos biológicos.”.
Diante da problemática apresentada acima e com o intuito de melhorar o atual processo de adoção brasileiro, cabe ao Ministério da Saúde com campanhas e incentivos a proteção sexual para evitar ter filhos não desejados e que levam a abandono para adoção. Cabe também ao Ministério da Família e dos direitos humanos facilitar o processo de adoção do Brasil e caso jovens acima de 10 anos não tenham sido adotados ainda, gerar incentivo escolar e sentimental, para não crescer sem esse apoio que é muito importante para a vida do cidadão. Só assim é possível amenizar e acabar com esse problema.