Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 26/04/2020

Na Roma antiga, o processo adotivo dava-se somente aos 60 anos de idade, um fenômeno contrário é evidente: " adolescentes a partir dos 18 anos podem ingressar na fila de adoção". No entanto, muitos jovens e crianças permanecem nos orfanatos devido a falta de conhecimento da população a cerca do processo de adoção e do excesso burocracia na legislação brasileira.

O processo adotivo no Brasil ainda é " desconhecido", uma vez que há a falta de estímulo, principalmente nos meios de comunicação, onde as pessoas do século XXI estão absurdamente conectadas ao meio tecnológico. Ademais, de acordo com o Jornal Nacional mais de 40 mil crianças vivem em abrigos, esse número expressivo na " maioria das vezes" indica " alienação" por parte das famílias brasileiras.

É fundamental pontuar, ainda, que a questão burocrática dificulta a concretização da adoção, segundo dados do G1, o processo adotivo pode levar até quatro anos para ser concretizado e a nova família ser apta a ficar com a criança,  Nesse sentido, percebe-se que a burocracia faz com que a euforia inicial dos futuros pais aos poucos acabe e que esses desistam do sonho de adotar um filho pela demora das questões legais. Logo, há a dificuldade de diminuir o número de crianças sem família, agravando o problema no país, Deve-se abordar ainda,que o excesso de burocracia por parte do aparato estatal brasileiro constrói “barreiras” no andamento do processo adotivo, visto que não há leis que regulamentem a adoção, concomitantemente não há fiscalizações devidamente necessárias para o processo ir a diante. Em consequência disso, ao completar 18 anos os jovens " não adotados"são retirados do orfanato.

Diante dos argumentos supracitados, torna-se imprescindível o esforço coletivo. O governo deve sancionar leis de fiscalização juntamente com órgãos municipais e estaduais no intuito de facilitar e fiscalizar o processo adotivo, afinal, crianças e adolescentes precisam e merecem de estrutura e apoio familiar .