Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 27/04/2020
O filme “De Repente uma Família”, mostra um casal que quer adotar uma criança, que a princípio não seria adolescente e nem viria com nenhum irmão. A partir disso, nota-se que o filme representa grande parte da população, na qual tem preferências no momento de escolha, e isso não é diferente da situação no Brasil. Evidentemente, muitos procuram por filhos únicos e que não tenham uma faixa etária avançada. Logo, essa problemática deve ser combatida para que mais meninos e meninas de todas as idades possam ter a possibilidade de viver em uma família que os amam.
Em primeira instância, o favoritismo por bebês acontece por causa que muitos pais gostam de experienciar toda a fase de crescimento e educar desde pequeno. Além do mais, alguns imaginam alguém mais velho para cuidar como algo ruim, pois podem não ter a educação devida que gostariam que tivesse, isso ocorre pelas muitas trocas de lares que o indivíduo pode ter passado e pela ausência paterna e materna. De fato, é uma minoria quem está disposto a criar alguém de mais idade, 46% dos inscritos no Cadastro Nacional de Adoção no ano de 2019 se diziam abertos para crianças com 5 anos ou mais, segundo o site g1 da Globo.
Outro fator que se destaca são os irmãos. Por certo, esse problema é causado porque vários pretendentes tem medo de não conseguir lidar com mais de uma criança, uma vez que os irmãos vêm juntos, ou seja, cuidar de dois ou mais pode ser muita pressão para os futuros responsáveis. Dessa maneira, é preferível para estes apenas um filho para assim a situação ficar mais fácil. Tanto, 66% das pessoas com vontade de adotar no Brasil, não querem irmãos, segundo o Correio Braziliense.
Em suma, é imprescindível que isso seja solucionado. Desse modo, cabe ao Governo Federal realizar campanhas que promovam vantagens de adoção desse grupo excluído. Como também cabem aos cursos de preparação psicossocial e jurídica, o incentivo de abranger as opções durante as aulas, para que não fiquem presos em escolher alguém do grupo seleto de favoritos. Por fim, diminuindo a quantidade de órfãos e aumentando o número de adotados em famílias que possam oferecer amor e carinho.