Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 27/04/2020

Adoção é sem dúvidas um dos atos mais belos que alguém pode fazer. Por outro lado, abandonar um filho é algo totalmente covarde, com isso, fica se claro a existência de heróis e vilões. Sobre a adoção em si, é muito bonito ver uma criança ser adotada e tudo mais, porém, quase nunca se vê um adolescente em processo de adoção, o que é muito prejudicial, pois pode abrir portas para um mundo errôneo quando se atinge a maioridade civil.

Como dito anteriormente, quando um jovem atinge a maioridade civil, o mesmo não pode mais ficar no orfanato, o que faz com que haja muita probabilidade deste adolescente entrar na criminalidade, pois não se tem lar ou um laço familiar. Outro fator que complica muito a adoção é que, segundo o Cadastro Nacional de Adoção, 66% dos brasileiros que se disponibilizam pra adotar, não querem irmãos, o que possibilita ainda mais a abertura para este mundo da criminalidade. Por outro lado, quando se adota, muitas vezes é criado um laço afetivo entre os pais e os filhos, e esse é o objetivo das adoções, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Com isso, se torna muito bonito e muito viável a adoção, pois se dá o direito de uma pessoa ser amada e desfrutar dos laços afetivos. Outra coisa que viabiliza muito a adoção é quando o casal não pode ter filhos por motivos sexuais, por exemplo, quando um homem é infértil, é muito improvável engravidar uma mulher.

Após o que foi exposto, fica nítida a dificuldade que os adolescentes enfrentam para serem adotados, com isso, é preciso que o Estatuto da Criança e do Adolescente crie recursos para que, após o jovem completar sua maioridade civil, tenha meios que restrinjam o acesso dele ao mundo do crime. Por outro lado, é preciso criar campanhas de incentivo pelo mesmo órgão para que as pessoas se solidarizem e adotem irmãos, para que, além de não separar os dois, ambos tenham lar e laços afetivos com a família adotiva.