Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 26/04/2020

A série estadunidense “The Fosters” retrata a adoção nos Estados Unidos em que o ato de adotar, não só de crianças, mas também de adolescentes, é comum. Porém, no Brasil, a maioria quer bebês e crianças se tornando um problema, já que os adolescentes são abandonados por não serem interessantes para quem irá adotar. Mas também, há a cautela sobre a adoção para casais homoafetivos, o que impede que mais adolescentes tenham uma família.

Assim, pesquisas feitas por estudantes de pedagogia da UPE apresentam que o caráter das crianças tem uma grande influência das pessoas e o ambiente ao seu redor. Sendo assim, as pessoas tendem a querer mais esse grupo a adolescentes, que já possuem uma opinião moldada. Sabendo disso, pesquisas apontam que somente 0,16% dos adultos têm interesse em adotar adolescentes. Por conta disso, eles são liberados após atingirem a maioridade e seguirem suas vidas sem apoio familiar.

Além disso, Michel temer declarou que indivíduos solteiros podem adotar. No entanto, o ECA não manifesta nas regras de adoção alguma lei para os casais homoafetivos. Desse modo, a decisão de aceitar ou não a adoção, fica por conta dos juízes. Dessa forma, o que deve se levar em conta é o amor de pais para filhos, já que não existem estudos mostrando que uma criança crescer ao lado de um casal homoafetivo a prejudique. Novamente, vimos que isso acarreta em mais um grupo não sendo adotado.

Torna-se claro a necessidade de maior atenção para os adolescentes que não conseguem ser adotados. Para isso, o Eca deve fazer campanhas, onde há orfanatos, para iniciar um contato entre adolescentes e possíveis pais. Para que isso ocorra, o Governo deve disponibilizar verbas para que as campanhas sejam organizadas com profissionais especializados que irão ajudar os interessados. Também a de se estabelecer uma lei que colabore para casais homoafetivos poderem adotar sem descriminalização.