Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 27/04/2020

No filme “Meu Malvado Favorito” é um filme infantil onde em determinado momento o personagem Gru decide dar entrada no processo de adoção de três meninas: Agnes, Edith e Margô. Todavia, ele se depara com diversos empecilhos que dificultam a ação. É visto que, fora da animação, tal situação ainda é algo recorrente e suas principais problemáticas consistem na procura de crianças com um perfil específico estipulado pelos futuros responsáveis do menor, e a lentidão do processo judiciário.

Em primeiro plano, pode-se analisar que, de todas as crianças encontradas nos abrigos apenas 8,4% delas se encaixam no perfil desejado pelos pretendentes, segundo o site G1, e na maioria dos casos, elas devem ser menores de três anos, sem quaisquer problemas físicos e brancas. Consequentemente, isso contribui para que a busca por crianças específicas e a fila de espera seja muito maior, o que faz com que o processo dure meses ou anos.

Em segundo plano, é notório que o processo judiciário que deveria ser feito dentro de três meses leva em torno o dobro do tempo para ser finalizado. Uma pesquisa realizada pelo site G1 aponta que o Nordeste possui o menor tempo médio do processo jurídico de adoção, que dura cerca de nove meses, nas demais regiões isso pode durar até três anos e meio.

Portanto, tendo em vista os fatos supracitados, torna-se necessário que, as futuras famílias sejam conscientizadas da diversidade que os abrigos oferecem, por meio de palestras que seriam ministradas mensalmente pela equipe do Conselho Nacional de Justiça, que é o órgão responsável por todas as crianças e jovens pretendentes a adoção no Brasil, com o intuito de que paradigmas em torno do processo adotivo sejam quebrados. Ademais, é preciso que o Poder Judiciário trabalhe, juntamente com o Governo Federal, na resolução mais rápida dos procedimentos básicos e que eles facilitem tais metodologias por meio de etapas menos exigentes, visando um maior êxito nas atividades e na diminuição de crianças em abrigos, pois elas já terão um lar e uma nova família.