Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 27/04/2020
A famosa escritora do século XXI, conhecida como Joanne Rowling descreve o conceito de família como “um salva-vidas no mar agitado da vida”, ou seja, um refugio para os problemas cotidianos, e assim, ainda mais importante para crianças em adoção, pois elas ainda não receberam o seu refúgio, sendo a adoção, o seu salva-vidas. Mas ainda no Brasil ocorrem problemas ou impasses para que muitas crianças em adoção recebam o seu salva-vidas, o primeiro fator é a faixa etária da criança ou adolescente a ser adotado, e o segundo fator, não menos importante, é a ligação de sangue.
Primeiramente, os responsáveis adotivos buscam sempre crianças de menos faixa etária, ou seja, menor idade possível, sendo um grande problema, pois dados do Conselho Nacional de Justiça, mostram que cerca de 1,4% dos adotantes aceitam crianças na faixa etária entre 12 a 17 anos, o que é muito pouco, pois essas mesmas faixas representam 45,92% das crianças em busca de adoção no Brasil, assim representando cerca de 582 adotantes para 3.738 crianças a serem adotadas.
Além da faixa etária, o laço sanguíneo da criança a ser adotada também é um grande impasse para a adoção, pois de acordo com o Cadastro Nacional de Adoção, cerca de 65,68%(3.206) das crianças possuem irmãos, e para piorar, 65,89%(26.556) dos adotantes não querem crianças com irmãos, o que complica muito o processo de adoção dessas crianças.
Portanto, entendemos que para se melhorar o processo de adoção de crianças, cabe ao governo federal liberar verbas para casa de adoção contratarem funcionários que saibam criar laços familiares com as crianças a serem cuidadas, para que mesmo se não forem adotadas, possuírem pessoas que podem ser chamadas de família, e o mesmo governo federal, promover propagandas via televisão e internet, ao incentivo a adoção independente da idade, ou laços sanguíneos, para que assim, possam ter uma vida nova.