Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 27/04/2020
Em 2018, foi lançado o filme “De repente uma família”, que retrata a história de um casal que se apaixona e adota Lizzie, uma adolescente que leva dois irmãos mais novos com ela, o que deixa a vida da família de pernas para o ar. Quando comparamos à nossa realidade, reparamos que o processo de adoção no Brasil ainda é bem mais burocrático e ainda demanda muito diálogo e paciência.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que a busca pela “criança dos perfeita” ainda é algo frequente - de acordo com uma simulação feita pelo Estado, o perfil mais buscado por famílias que se interessam em adotar equivale ao de uma menina de dois anos, branca e filha única. De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), cerca de 56% do orfanato é formado por meninos, normalmente pardos ou negros, além do fato de que apenas 8,8% tem de zero e cinco anos.
Em adição, há o fato de que adotar uma criança é um processo trabalhoso e que pode levar de meses á anos até ser realmente resolvido - ele envolve diversas fases, como por exemplo, a avaliação da equipe interprofissional, a participação em programas de preparação para adoção e etc. De fato, são processos importantes, já que é feito com o intuito de achar a família segura à criança ou ao adolescente que está sendo adotada.
Em resumo, após as informações apresentadas, fica claro que o Governo deve estimular a adoção com o investimento de palestras e apresentações feitas em ambiente escolar por professores. Além da ajuda da mídia, com a divulgação e a criação de “hashtags” em redes sociais contra a extrema procura de determinado padrão na hora da adoção. Com isso, haverá a diminuição em relação à busca por “crianças perfeitas”.