Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 11/05/2020

Na sociologia, família representa uma agregação de indivíduos unidos por laços afetivos ou de parentesco em que os adultos são responsáveis pelo cuidado com os menores de idade. Nesse sentido, a adoção é um dos métodos de se construir uma família, e é amparada pela lei de modo a garantir à criança ou adolescente a segurança pessoal e qualidade de vida. No entanto, no Brasil, a adoção possui como impasse as exigências dos indivíduos que optam por esse meio, além do histórico do órfão que pode afetar negativamente no processo.

Convém analisar, inicialmente, que de acordo com os dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), cerca de 33 famílias estão cadastradas na fila de adoção, e esse número é superior a quantidade de sujeitos esperando para serem adotados. Entretanto, apesar dessa estimativa, as instituições continuam abrigando crianças e adolescentes que em alguns casos permanecem esperando até completar 18 anos, pois os indivíduos que escolhem adotar possuem preferências como , por exemplo, bebes recém-nascidos, visto que a facilidade para lidar com uma criança que ainda terá sua personalidade formada é maior se comparada a um adolescente que já vem de uma família que na maioria das vezes é problemática e, por isso, ele pode apresentar mau comportamento futuramente.

É valido comentar, dessa maneira, que segundo a Declaração Universal de Direitos Humanos da ONU, a dignidade e segurança pessoal é um direito inalienável do cidadão e qualquer meio de maltrato ou tortura é inadmissível. Nessa lógica, as crianças que vão para o orfanato tiverem boa parte desses direitos violados que causa ,consequentemente, um trauma em relação ao nível de sociabilidade, porém as instituições de adoção possuem tratamentos psicológicos de modo a facilitar a reintegração desse sujeito em uma família novamente. Sendo assim, independente da faixa etária, e do lar que essa criança saiu, se trata de um individuo vulnerável que necessita de afeto e um vínculo familiar que será fundamental na construção de sua identidade social.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para resolver a situação. Logo, cabe às instituições de adoção do pais, disponibilizar mais tratamentos psicológicos às crianças e adolescentes por meio de contratações de psiquiatras e psicólogos que acompanhem e ajudem esses indivíduos a lidarem com os traumas advindos de lares anteriores, a fim de que as famílias na fila de adoção possam adotar  mais adolescentes. Outrossim, a mídia deve auxiliar na propagação desse meio de se construir uma família por intermédio de anúncios, novelas e propagandas que encenem ou retratem sobre o processo da adoção, com intuito de que mais indivíduos possam oferecer aos órfãos um local seguro para morar, além de carinho e amor.