Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 31/07/2020
Madeline é um desenho que conta a história de 12 meninas que vivem sob os cuidados da senhorita Clavel em um orfanato da França. Assim acontece também na vida real, crianças e adolescentes esperam ansiosos todos os dias para seres adotados, porém, impasses como a seleção de perfil e a demora da lei dificultam essa ação. Dessa forma, para que essas dificuldades sejam contornadas medidas são necessárias.
Em primeira análise, na fase em que é escolhido o perfil infantil pelos adultos há uma segregação, isso acontece principalmente quando refere-se a irmãos. Segundo pesquisa realizada pelo Cadastro Nacional de Adoção, há um número aproximado de 65,68% de crianças com irmãos, sendo que apenas 34,1% dos adotantes estão dispostos a ter mais de um filho. Nesse sentido, observa-se que a maior parte dos órfãos continuam na busca e são alimentados pela esperança de algum dia alguém aparecer.
Em conjunto há o lado burocrático, cuja as leis do Brasil não facilitam em quase nada. Por exemplo, em 2017 o presidente Michel Temer sancionou a lei que reduzia para 120 dias o prazo de adoção. Essa redução ajudou sim, entretanto ainda não é suficiente porque é muito tempo para quem já está esperando há mais de anos e também há os que desistem do processo devido a grande espera. Logo, nota-se que esse tem sido o maior impasse para a formação de novas famílias.
Portanto, é imprescindível que sejam tomadas soluções para resolver os problemas em questão. Com isso, o Congresso Nacional deve revisar a lei sancionada em 2017 por meio de reuniões parlamentares a fim de diminuir o prazo de adoção, a fim de beneficiar todas as partes envolvidas. Além disso, a mesma lei pode diminuir mais o período do processo para aqueles que legitimarem irmãos, instigando os futuros pais a tomarem essa decisão. Desse modo, os impasses serão contornados e cada vez mais lares serão formados.