Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 20/08/2020

No Brasil, a cada criança disponível para adoção, existem seis famílias cadastradas, segundo o Senado Federal. No entanto, há diversas dificuldades que prejudicam esse processo e faz com que haja milhares de crianças e adolescentes em abrigos, devido a isso, é imprescindível a agilidade nesses processos de adoção. Ademais, a grande maioria tem preferência por idade menor de quatro anos, além do impasse com a liberação na justiça.

Em primeira análise, grande parte das famílias opta por crianças menores de quatro anos, por ser mais propício à educação nessa idade. Isso ocorre devido ao fato da primeira infância, do nascer aos seis anos, ser o período de desenvolvimento social e cerebral, os quais influencia o comportamento nos anos seguintes, de acordo com o Ministério da Cidadania. Portanto, há uma preferência em relação à idade, devido à facilidade de influenciar a personalidade nas idades iniciais de vida.

Em segunda análise, em virtude da morosidade dos processos de adoção, as crianças permanecem por mais tempo na lista de espera e saem do grupo de preferência. Isso porque, segundo o site do Senado Federal, há diversos obstáculos antes de incluir as famílias no cadastro nacional, como a dificuldade financeira dessas. Por isso, existem diversos fatores burocráticos que atrapalham os processos adotivos.

Em suma, o perfil idealizado de adoção e a burocracia dos processos são empecilhos que precisam ser modificados. Dessa maneira, o Governo Federal deve criar leis, por meio de políticas públicas, as quais diminuam os processos burocráticos, como a redução da faixa salarial, com a finalidade de aumentar o número de adoções, e consequentemente, diminuir o quantitativo de jovens nos abrigos.