Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 20/08/2020

Atualmente, a quantidade de crianças e jovens sem pais, em abrigos ou morando nas ruas é algo bem notável no Brasil. Contraditoriamente ,o número de pessoas dispostas a adotar é 5,5 vezes maior do que o de crianças abandonadas segundo o jornal Gazeta do Povo. Esse dado comprova que há dificuldades no processo de adoção brasileiro e que precisam ser resolvidos o mais rápido possível.

É possível perceber, ao entrar em abrigos, que a quantidade de crianças maiores de 10 anos é bem maior que as menores. Isso porque a maioria dos pais decididos a adotar têm preferência por crianças mais novas e sem irmãos. Esse favoritismo acarreta sérios problemas para o país, visto que quando completam 18 anos, os jovens são obrigados a se retirarem do abrigo e, muitos deles, sem nenhuma base financeira ou familiar acabam marginalizados ou nas ruas. Assim, a grande fila vista estatisticamente de pessoas querendo adotar é ilusória, haja vista estão condicionadas e concentradas em um grupo bem específico de crianças.

Dentre os motivos que desestimulam muitos indivíduos a efetivarem a vontade de uma adoção está a demora do processo. No entanto, o que muitos desconhecem é que o processo demora proporcionalmente às exigências daquele que deseja adotar, para os que não possuem pré-requisitos, dura cerca de 6 meses, o que é um tempo bem coerente.

Destarte, é possível perceber que o real impasse no processo de adoção vem dos futuros pais na medida em que condicionam a adoção à determinada cor, gênero, idade , saúde. Desse modo, a fim de amenizar a situação acima, é preciso que o governo unido ao ECA ( Estatuto da Criança e do Adolescente ) organize campanhas, por meio de verbas governamentais, estimulando a adoção de crianças e jovens de diversas características e condições. Assim, mais jovens terão a oportunidade de ter educação, apoio, e afeto familiar que tanto merecem, ajudando a construir o caráter de um futuro adulto.