Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 29/09/2020
Segundo a lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado até que uma força atue sobre ele. Nesse viés, é possível perceber a mesma situação no que tange à questão dos impasses no processo de adoção brasileiro. Nesse contexto, em virtude da falta de debate e de insuficiência de leis, surge um problema complexo, que deve ser revertido.
Convém salientar, a princípio, que o silenciamento é um fator determinante para a persistência da problemática. De acordo com Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre os impasses no processo de adoção brasileiro, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população. Dessa forma, sem a abordagem desse tópico pelas pessoas, a sua resolução torna-se ainda mais dificultosa.
Em segunda análise, outro entrave encontrado é a insuficiência legislativa. Segundo Aristóteles, a principal função da política é garantir a manutenção do afeto entre as pessoas em uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, os impasses no processo de adoção não encontram o respaldo político necessário para serem solucionados. Com isso, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba agravando o problema.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debate sobre a questão no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período do contraturno, contando com a presença de professores, especialistas no assunto e assistentes sociais. Além disso, esses eventos devem ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam a seriedade dos impasses no processo de adoção e se tornem cidadãos atuantes na busca de resoluções. A partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil melhor.